SISTEMA
DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA - (GUARANA)
Captação
O Sistema de Abastecimento de Água do distrito de Guaraná, tem
hoje como principais fontes de produção, um manancial superficial,
cujo nome é denominado Rio Araraquara, onde sua nascente está
localizada em Cavalinhos, distrito de João Neiva. E dispõe ainda
de outra fonte de produção subterrânea através de
01 poço artesiano cuja profundidade atinge cerca de 100 metros.
O sistema de captação através do manancial superficial,
consiste de um rio, a partir do qual, é feita a tomada d'água
diretamente do leito do mesmo. Em seguida passa pelo poço de sucção
das bombas, onde é bombeada até a ETA. Através de 02 conjunto
motobomba de 15 Cv, com vazão de 42 m³/h. A adutora de recalque
de água bruta se estende até a ETA, cobrindo uma extensão
de 600 metros, com um desnível geométrico igual a 25 metros, sendo
constituída de tubos de PVC Dn 150 mm.
Para complementar o sistema de captação o SAAE dispõe de
01 poço artesiano, com vazão de 10,8 m³/h, cuja potência
disponível é de 10 Cv respectivamente. Toda água captada
através do poço é bombeada até a ETA.
A vazão atualmente captada é de cerca de 50,4 m³/h.
Tratamento
O Tratamento da água captada no manancial do Rio Araraquara, se dá
na ETA, localizada no centro de Guaraná. O sistema existente de tratamento,
é do tipo convencional, consistindo de uma casa de química, aerador,
calha parshal, floculadores, decantador, filtros rápidos e o tanque de
contato, onde é feita a desinfecção, correção
do PH e a fluoretação. A capacidade de tratamento da estação
é de 50,4 m³/h. Atualmente a ETA aplica os seguintes produtos para
obter o padrão de potabilidade exigido pela Portaria 1469 do Ministério
da Saúde: Sulfato de Alumínio Liquido, Barrilha leve, Fluorsilicato
de Sódio e o Hipoclorito de sódio.
Distribuição
Atualmente a rede de distribuição de água do distrito de
Guaraná possui aproximadamente 5.866 metros lineares de extensão.
E atende a 672 economias, perfazendo um total de 720 ligações
de água, aproximadamente 96% da população urbana é
atendida com abastecimento d'água. A distribuição é
feita em duas etapas uma pôr gravidade onde abastece a maior parte da
população e outra através de um "Booster" para
atender a 120 ligações.
SISTEMA
DE COLETA E TRATAMENTO DO ESGOTO - (GUARANA)
Rede
Coletora
A rede coletora de esgoto sanitário atende atualmente a 539 economias,
perfazendo um total de 517 ligações, sendo constituída
de manilhas de cerâmica vitrificada no diâmetro de 150 mm e tubos
de PVC, nos diâmetros de 150 mm, possui ainda cerca de 98 poços
de visita (PV's). Atualmente a extensão de rede cobre uma faixa de 5.962
metros, atendendo aproximadamente 88% da população urbana. Veja
as dicas de como você pode contribuir para que ela funcione normalmente.
Tratamento
do Esgoto
O distrito de Guarná dispõe se um sistema de tratamento de esgoto
sanitário concebido e dimensionado para realizar o tratamento em nível
secundário, com taxa de eficiência de 75% da matéria orgânica
removida, o desempenho operacional pode ser observado nas tabelas 1 e 2 abaixo.
Tudo isso através da associação em série dos processos
biológicos UASB e biofiltros aerados submersos (BF), de forma que cada
processo complemente o outro nas suas desvantagens, polimento do efluente e
a desinfecção é realizado em um Filtro Terciário
e reator Ultravioleta, produzindo um sistema completo e auto-suficiente para
o que se propõe. As principais características em comum dos processos
adotados (anaeróbios, aeróbios de alta taxa) na ETE são:
compacidade, alta concentração de biomassa ativa, idades de lodo
elevadas (resultando em pequena produção de lodo), resistência
a choques hidräulicos e de carga orgânica e possibilidade de cobertura
(evitando problemas com odores e impacto visual).
Desempenho
Operacional.
O Desempenho operacional, bem como a massa orgânica diariamente removida
na ETE UASB + Biofiltro são apresentados nas tabelas 1 e 2:
Tabela
1 - Eficiências de SS, DBO5 e DQO do UASB e do BF
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Parâmetros
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UASB
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BF
|
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SS
|
65
|
79
|
|
DBO5
|
65
|
71
|
|
DQO
|
55
|
67
|
Tabela
2 - de DQO, DBO e SS removidas diariamente no UASB e no BF
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Parâmetros
|
UASB
|
BF
|
|
SS
|
171.6
|
73,0
|
|
DBO5
|
171.6
|
66,0
|
|
DQO
|
290,4
|
158,0
|
FLUXOGRAMA
DE TRATAMENTO
O
fluxograma da ETE-UASB + biofiltro é composto pelas seguintes unidades:
O processo de funcionamento da ETE compreende as seguintes etapas: pré-tratamento
(gradeamento e desarenador), tratamento primário (UASB), tratamento secundário
(Biofiltro Aerado Submerso BF) e a etapa final (Filtro Terciário, Desidratação
e estabilização do lodo de descarte e o Tratamento do biogás).
1ª
Etapa - Pré-Tratamento.
a)
Gradeamento:
tem pôr objetivo reter o material sólido grosseiro em suspensão
no esgoto, para proteger tubulações, válvulas, bombas e
outros equipamentos. O gradeamento pode ser feito utilizando grades constituídas
pôr barras metálicas paralelas e igualmente espaçadas (de
limpeza manual) ou pôr grades mecanizadas (de limpeza mecânica).
b) Desarenador: dispositivo destinado a reter areia e outros detritos
minerais inertes, geralmente presentes no esgoto doméstico, e visam proteger
bombas à abrasão, bem como evitar entupimentos das canalizações
e a sedimentação desse material no reator UASB.
2ª
Etapa - Tratamento Primário.
a) UASB:
após a desarenação, o esgoto é encaminhado ao reator
UASB, onde recebe o tratamento primário, o qual promove uma remoção
média de matéria orgânica (DBO5) da ordem de 70%. Em alguns
casos pode ser inviável o lançamento direto do efluente anaeróbio
no corpo receptor. Neste caso, é necessário que seja incluída
uma etapa de pós-tratamento para a remoção dos compostos
orgânicos remanescentes no efluente anaeróbio.
3ª
Etapa - Tratamento Secundário.
a) Biofiltro
Aerado Submerso BF:
a principal função dos biofiltros aerados submersos é a
remoção de compostos orgânicos e nitrogênio na forma
solúvel, contribuindo para uma eficiência global da remoção
de DBO5 superior a 90%. O lodo de excesso produzido nos biofiltros é
removido rotineiramente através de lavagens contracorrentes ao sentido
do fluxo, sendo enviado para a elevatória de esgoto bruto na entrada
da ETE, que o encaminhará pôr recalque ao reator UASB para digestão
e adensamento pela via anaeróbia.
4ª
Etapa - Tratamento Final.
a) Filtro
Terciário:
é a unidade que produz o polimento final no efluente tratado, propiciando
a remoção de DQO, DBO5, sólidos em suspensão e nutrientes
(especialmente fosfatos e nitratos) a teores muitos baixos.
b)
Desidratação e Estabilização do Lodo de Descarte:
o lodo em excesso de toda a etapa biológica da ETE UASB + biofiltro é
eliminado pôr descarga hidráulica diretamente do reator UASB e
encaminhado para o leito de secagem. A concentração de sólidos
totais neste lodo situa-se na faixa de 4 a 6%, devendo atingir valores da ordem
de 30% após a desidratação em leito de secagem. O lodo
resultante poderá ser misturado com cal virgem na proporção
de 400 kg de cal pôr tonelada de lodo (base seca). O lodo calado é
estocado em pátio de estocagem, sendo enviado posteriormente para disposição
final.
Características
do Efluente Final
O efluente final produzido pela ETE UASB + biofiltro atende ao padrão
secundário de tratamento e apresenta as seguintes características:
- SS < 22 mg/l
- DBO5 < 30 mg O2/l
- DQO < 90 mg O2/l
Somente após passar pelo tratamento é que é o fluxo tratado
é conduzido à um corpo dágua. Pois assim, como há
preocupação no sentido de tornar pura a água captada nos
rios, fontes ou poços, antes de servi-la à população,
o SAAE também se preocupa quanto ao destino final dos esgotos sanitários,
sabendo-se que o despejo "IN NATURA" nos rios tem conseqüências
danosas na saúde das populações.
SAAE
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